Com Moraes sugado por crise do Master, Viviane Barci quebra silêncio sobre contrato com Vorcaro


O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados quebrou o silêncio em relação ao contrato milionário com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na semana passada. A nota é assinada pela advogada Viviane Barci de Moraes, sócia e mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento apresenta uma versão para acusações de suposto tráfico de influência na Suprema Corte para favorecer o empresário.

O contrato foi firmado em 2024 e previa pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões. No papel, o total poderia chegar a R$ 129 milhões em três anos. O acordo foi encerrado em novembro de 2025, quando o banco acabou liquidado pelo Banco Central do Brasil. Desde que o caso ganhou publicidade, o escritório — que tem entre os sócios dois filhos do casal Moraes — preferiu o silêncio. O ministro também.

Até agora. Na nota divulgada inicialmente pela colunista Mônica Bergamo, da Folha, o Barci de Moraes afirma que trabalhou para o banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Nesse período, diz ter realizado 94 reuniões de trabalho. A maior parte delas, segundo o escritório, foi presencial: 79 encontros na sede do Banco Master, cada um com cerca de três horas de duração, envolvendo executivos das áreas de compliance e a equipe jurídica da banca.

Outras 13 reuniões ocorreram com a presidência da instituição — duas presenciais no escritório e onze por videoconferência, com duração média de duas horas. Houve ainda duas reuniões virtuais entre o jurídico do banco e os advogados. O escritório afirma que mobilizou 15 advogados para atender o cliente e que ainda contratou três consultorias especializadas, todas sob sua coordenação. O resultado, segundo a própria banca: 36 pareceres e opiniões legais.

Os temas seriam variados — compliance, regulação, contratos, relações trabalhistas, previdência, proteção de dados e crédito. A nota também lista uma extensa coleção de atividades: revisão de políticas internas, elaboração de manuais, criação de regras de relacionamento com o poder público, revisão de programas de integridade e adaptação de normas para atender exigências da Controladoria-Geral da União.

Com informações do Blog do Suetoni

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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